Às vezes, sou esmagada pela cruel convicção de que não fazer nada pelos meus sonhos é a melhor chance que eles têm de continuarem vivos.
Temo que, ao tentar realizá-los, eu os condene ao fracasso. E assim, acabo constantemente convencida a mantê-los guardados no mundo das ideias.
Sob o véu da não existência, meus sonhos permanecem intactos. Nada os fere. Mas também nada os ilumina.
Sigo à sombra de todas as coisas que só se projetam dentro de mim. Protejo-os do mundo, mas não sou capaz de me proteger deles.
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