segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Nunca pensei que escrever era tão parecido com arrancar casquinhas de uma ferida

 Às vezes, sou esmagada pela cruel convicção de que não fazer nada pelos meus sonhos é a melhor chance que eles têm de continuarem vivos.

Temo que, ao tentar realizá-los, eu os condene ao fracasso. E assim, acabo constantemente convencida a mantê-los guardados no mundo das ideias.

Sob o véu da não existência, meus sonhos permanecem intactos. Nada os fere. Mas também nada os ilumina.

Sigo à sombra de todas as coisas que só se projetam dentro de mim. Protejo-os do mundo, mas não sou capaz de me proteger deles.

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