À mercê de alguém que quer o meu pior
Na minha cabeça o caos é tão constante
E não tem um instante que eu não me sinta só
Na minha cabeça eu crio a agonia
De morrer tão vazia sem conquistar nada
Meu coração se empedra de medo
Vou contando nos dedos as horas acordada
Eu não deveria me afogar em prantos
Nem perder o encanto após um dia ruim
Eu costumava gostar mais da vida
Quando era florida; minh'alma e meu jardim
Mas essa voz agora não se cala
Tem um odor que exala, impregna dor em mim
Na minha cabeça já deu tudo errado
E sem ter começado, eu já decreto o fim.
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PS: Este texto foi escrito como parte de um exercício proposto pelo professor do módulo de Poesia e Letra de Música do meu curso de Formação de Escritores (Curso Metamorfose). O objetivo do exercício era criar uma letra a partir de uma música já existente, como forma de estudar tipos e métricas de rima. Optei pela música "Naquela Mesa", de Nelson Gonçalves , pois sempre admirei a complexidade da construção das rimas externas e internas dessa canção.
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