sexta-feira, 1 de março de 2024

Meus Sonhos Não São Raros

Meus sonhos não são raros
Não são especiais
Não são nada. 

Uma luz que se apaga
Outra porta que se tranca
Ar que não dá vida. 

De nada adianta 
Me ater à esperança 
Da terra prometida. 

Meus sonhos não são raros
São espasmos involuntários 
De uma alma perdida. 

Se é minha carne a que se espanca
Será chumbo o que estanca
E pesa em minhas feridas. 

Um desejo natimorto
Como a dor de um parto oco
Moendo ossos já fracos. 

Meus sonhos não são raros
E eu já fui convencida
De que não vale a pena sonhá-los.

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