O Sol está se pondo agora, tão cansado
Um cintilar alaranjando penetra todo ocaso da cidade
Nuvens cinzas de eletricidade desfilam no ar
Despejando uma chuva de gotas finas e afiadas
Em contraste às nuvens rosadas e pomposas
Pousadas sobre uma pequena fresta do céu
Que teima em permanecer fiel ao azul mais claro
A despeito de todas as investidas da noite
Que por um instante raro
Guarda para si o brilho das estrelas
Enquanto surge tímida entre raios anárquicos
Por entre brisas simpáticas que desaguam o suor
Colocando fim a mais um dia abafado
O vapor quente que sai do asfalto embaça o ar
A chuva se apressa para frustrar os planos de alguém
E o vento que convida os galhos secos para dançar
Me faz querer dançar também
Ah, o lusco-fusco!
Dança celeste de luz e altivez
Seduz os exaustos neste dia que se desfez
Acalenta os fracos, reluz em opaco
E todos aqueles que precisavam de beleza
Depois de um dia árduo
Mas que bela surpresa: bastava só olhar para o alto!
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