Assim como quando um raio se desprende da nuvem mais obscura do céu
E escorre exasperado em direção ao solo sagrado
Antes que eu possa dar um passo
O clarão de sua chegada sequestra minha visão
Um, dois, três...
Prendo a respiração
Esperando o ar expandir por dentro dos meus ouvidos
Depois do relâmpago sempre vem o trovão.
E é por isso que eu sei que há algo errado contigo
Só pela forma com que olhas para mim
A luz que irradia dos teus olhos me eletrocuta
É fria, maciça, afiada
Machuca!
Quatro, cinco, seis...
Desvio do teu olhar de marfim
Perguntando-me quando hei de ouvir o estrondoso sonido
Da tua voz dizendo que chegamos ao fim.
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