quarta-feira, 1 de junho de 2022

Sopro

Soprei, do alto da sacada
Ar que desenterrei de mim
Sozinho, seguiu estrada
Percorrendo os verdes do jardim

Quantas flores fez dançar
Quanto fogo teve de se esconder
Quanta roupa ajudou a secar
A brisa que eu enviei a você

Te soprei e, quem sabe, te apanho na esquina
Já era tempo de você passar por lá
Queria ser o vento que avoaça teus cabelos, minha menina
Por isso te dediquei o meu último ar




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