Mas quem diria
Etérea estrela anciã
Por um colapso celeste
No mesmo breu d'onde viestes
Sozinha feneceu
Apenas para que um dia
Nossas massas tornassem-se sãs
Os átomos que nos foram emprestes
Da poeira estelar que nos veste
Nunca nos pertenceu
E quando o universo bater à porta
Reivindicando cada partícula de volta
Devolvê-las-ei ao solo sagrado
Por onde com enlevo demasiado
Tantos anos caminhei
Com sorte talvez eu me torne
A árvore que sombreia alguém
Sussurrando através do vento
Que todo mundo tem seu tempo
E que deste ciclo somos reféns
Ossos esfarelados e carne digerida
Arrancadas de mim todas as formas de vida
A natureza pôde enfim reavê-las
Conceda-me então uma última gentileza
Deixe-me voltar a ser aquela sublime estrela
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